3º Segredo das Metáforas Terapêuticas


Segredo nº 3

As metáforas são “curativas”. Elas potencializam a cura das nossas dores emocionais. Inicialmente nos conduzem a fazer “descobertas” acerca de questões sobre as quais não possuíamos clareza antes de tomarmos contato com elas. De certa forma, são positivamente persuasivas, pois, não apenas nos “convidam”, mas, de alguma maneira nos “impulsionam” para uma pesquisa futura, que poderá nos levar a “novos caminhos”.

Richard Boyd diz que uma metáfora contém “grãos de verdade”, eu acrescento dizendo que uma metáfora contém “grãos de verdade e de cura”. Da mesma forma que podemos externalizar um problema emocional através de uma metáfora, podemos também encontrar nelas as soluções e respostas para nossos dilemas.

Na psicoterapia, damos ao psiquiatra norte-americano Milton H. Erickson o crédito de ter demonstrado que, se o cliente pode comunicar-se de forma metafórica, o terapeuta também pode. Se o cliente se comunica através de símbolos e metáforas, o terapeuta também pode utilizar do mesmo recurso para promover reflexões que levarão às mudanças desejadas. Podem ser usadas como instrumento para reestruturar o significado de uma situação, de modo que tenha poder de conduzir o cliente ao encontro das soluções.

Tanto terapeuta quanto cliente podem através de uma conversa metafórica, encontrar uma representação que apresente idéias de solução para o problema. Voltando ao texto anterior (2º Segredo): o cliente a quem propus uma “dieta de amor”, recebe diariamente as Metáforas StarJunto para Autoconfiança. Na sessão seguinte à que trabalhamos os benefícios de uma dieta amorosa, ele conta que recebeu uma Metáfora StarJunto que dizia: “Não podemos jogar um hábito pela janela, é preciso fazê-lo descer degrau por degrau” .Disse-me que precisava aprender a ter calma e paciência para com os outros, com a esposa, com ele mesmo e ainda,que era assim que queria mudar, aos poucos, degrau por degrau. Seguindo a metáfora trazida por ele, perguntei “E qual é o primeiro passo que você pode dar para que este hábito que deseja mudar desça a escada degrau por degrau?”. Iniciamos a partir da metáfora uma conversação terapêutica voltada para a mudança e não focada no problema.

Assim, ao mesmo tempo em que a metáfora produz insigths, ao mesmo tempo em que desvela mistérios, ao mesmo tempo em que faz brotar novos temas para a terapia, também dá o chute inicial para que o processo de mudança e cura das feridas emocionais aconteça;

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